quarta-feira, 29 de junho de 2011

evitando comer cocô - coprofagia

adestrando cães de apartamento

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filhote parar de morder

os primeiros dias do filhote em casa parte 1

Ansiedade da Separação


Ansiedade de separação é uma patologia comportamental muito comum em cães. É uma das principais queixas de proprietários. Um típico cão que apresenta a doença é aquele que faz xixi na casa toda quando o dono sai, ou que late sem parar quando está sozinho, ou então lambe frequentemente as patas, chegando até a causar lesões nas patinhas.
Esse conjunto de mal comportamentos exibidos por cães quando são deixados sozinhos em casa são provocados por ansiedade e carência e estão relacionados à ausência de um ou de todos os membros da família, ou então quando o animal não tem acesso ao dono.
Para se tratar a doença é preciso um conjunto de atitudes, e é preciso cooperação de toda a família, pois os métodos para tratamento incluem modificação da relação entre proprietário e seu animal de estimação, exercícios físicos, treinos de obediência e em alguns casos, usos de ansiolíticos e florais (sempre com prescrição veterinária)
Veja algumas dicas de como agir para evitar que seu cãozinho desenvolva a patologia, ou para aqueles que já demonstram alguns sintomas, siga as dicas para reverter ou evitar a progressão da patologia.
1. Brinque muito com seu animal
Um animal cansado é um animal feliz! Crie uma rotina de brincadeiras e atividade física com seu animal, jogue bolinha, faça passeios e caminhadas tente treiná-lo com comandos básicos como sentar, deitar e rolar.
Reserve alguns minutos após a brincadeira pra que o animal relaxe ao lado seu lado.
2. Não faça festa ao chegar em casa
Essa é uma das dicas mais dolorosas pra maioria dos proprietários. Como resistir aquela bolinha de pelo toda balançando pra você, pulando de alegria e implorando pelo seu carinho? Pois saiba que ao fazermos festinha quando chegamos em casa, estamos estimulando ainda mais a ansiedade no animal.
Portanto chegue em casa, vá fazer coisas basicas como trocar de roupa, beber um copo de agua, e só quando o animal estiver mais calmo, chame-o e faça festinha, brinque, dê carinho.
Na hora de sair também não se mostre culpado ou preocupado ao sair. Quando ficamos falando, “mamãe já volta, fica boazinha” enchemos de beijos e abraços antes de sair, isso pode ser ruim, pois estimula esse comportamento de ansiedade.
3. Estimule a independência do seu pet
Estimule o animal a brincar sozinho. Não deixe todos os brinquedos expostos todos os dias, faça um revezamento dos brinquedos.
Hoje, temos no mercado bolinhas que possuem pequenos buraquinhos que conseguimos colocar guloseimas lá dentro, coloque aquele petisco que o animal gosta, e deixe que ele tente tirar la de dentro a comidinha. Ou então,  esconda alguns petiscos para que ele encontre. Essas brincadeiras estimulam no só a atividade física, como a mente do animal.
4. Não atenda aos caprichos do animal
Sabe aquele cãozinho que fica implorando comida ou late sem parar e você na tentativa de faze-lo parar, acaba dando um ossinho pra ele “calar a boca” ou deixar você sair de casa? Entenda que cada vez que da a este animal um petisco, um osso, ou brinquedo você está fazendo um reforço positivo àquele comportamento. É como se ele entedesse “oba, quanto mais eu latir e pertubar ela vai me dar mais coisas gostosas e muita atenção!” Por isso quando o animal apresentar esse tipo de comportamento simplesmente ignore-o. Ele percebendo que não consegue o que quer, gradativamente vai parando de repetir o mal comportamento.
Além disso, ignore alguns pedidos de carinho para acostumar o animal com pequenas frustrações.
5. Punições
Um erro muito comum é tratarmos nossos animais como bebes. Um animal faz xixi no lugar errado e começamos a declamar a punição “ai ai ai fulaninho, que feio. Não pode fazer xixi ai. menino feio.” Está errado!!!
O correto é você com uma voz firme dizer apenas NÃO!! E a punição só deve ser empregada na hora que o animal exibir o mal comportamento. Chegar em casa, horas depois e encontrar a bagunça e começar a brigar com o animal é ineficiente.
6. Uso de florais
A medicina alternativa traz uma nova possibilidade para tratarmos animais ansiosos e com disturbios comportamentais, o uso de florais de bach tentam trazer uma maior harmonia pra esse animal, deixando-o mais calmo e equilibrado, passando por esse processo sem estresse. É claro que florais não tem efeito imediato e sozinhos não são funcionais, precisando do acompanhamento do dono e das modificações nos hábitos da familia.
Se você tiver dificuldade em seguir sozinha as dicas, procure auxilio de um especialista em comportamento animal.

fonte: matéria escrita pela Vet.  Tatiana Bérenger
site:  http://dicasveterinarias.com.br/voce-precisa-saber/ansiedade-de-separacao/

como dar banho em seu animal

cortar unhas do seu animal


como escovar os dentes do seu cão

domingo, 26 de junho de 2011

GROOMERS NO RJ

Anti-pulgas caseiro!


RECEITA ANTI PULGAS

2 copos médios de álcool comum
1 copo de agua filtrada
3 pedrinhas de cânfora (você encontra em qualquer farmácia; existem dois formatos, um quadrado como uma pastilha - destas você coloca 3 pedras; e pedrinhas menores tipo comprimidos - destas você deve colocar 5 pedras).
Coloque a mistura em um difusor, um desses sprays de jardinagem que você deve ter em casa, e aplique diretamente no animal com cuidado com os olhos e boca. Voce verá as pulgas saírem do pêlo na mesma hora. Aplique no ambiente diariamente até notar que cessou a infestação das pulgas.
ATENÇÃO
Tem um segredo para preparar: você deve derreter a cânfora no álcool, e só depois de derretida colocar a água. É importante porque se você colocar a cânfora na água ela talha e não derrete e aí vai entupir o caninho do spray.
 
FONTE: SITE http://omaravilhosomundodoscaes.blogspot.com/

sábado, 25 de junho de 2011

Manuntenção de limpesa do ouvido

Como limpar o ouvido do seu poodle ( e demais raças)

POODLE

ORIGEM DO POODLE
Muito se tem discutido sobre a verdadeira origem do Poodle. Alguns afirmam categoricamente que eles vieram da Alemanha sendo chamados de Pudel ou Pudellin, que significa "chafurdar", ou seja, brincar na água. Outros, com a mesma firmeza, afirmam que ele é originário da França onde era conhecido como Chien Canard ou "cão pato" por sua habilidade como nadador e caçador de patos. Há, entretanto, uma outra versão que considera o Poodle um descendente do Barbet, um cão originário da África do Norte e que mais tarde penetrou na Europa.

Se por um lado sua origem é bastante discutida, sua antigüidade é indiscutível.

O Poodle pode ser visto em estátuas da Roma antiga bem como em tapeçarias do século XV. Ele foi citado pelo escritor Von Gesner em 1524 e novamente entre 1551 e 1558 no Livro "Historie Animalum" do próprio Von Gesner. É retratado em um quadro de De Vos que representa Tobias acompanhado de um Poodle. Em 1787, Beethoven compôs a "Elegia à morte de um poodle". Goethe imortalizou o Poodle em "Fausto" pois é na forma de um poodle que Mefistófeles aparece no palco.

Existe uma Sra. Ionides que possuí uma coleção de pintura, gravuras, livros e porcelanas que abrange um período de 400 anos. Entre esses exemplares encontra-se uma gravura datada de 1529, onde Ceres, junto a um lago, esta acompanhada de um Poodle branco e de pêlo trimado. No quadro "The dancing Boy", de Stern, de 1635 aparece um Poodle branco. A coleção da Sra. Ionides comprova inegavelmente a antigüidade da raça. Existe ainda, uma gravura de 1812, onde Napoleão aparece em uma cena de retorno das guerras sendo recebido por sua esposa e seu Poodle.

O mais interessante em todas essas gravuras é que em quase todas o Poodle aparece com o corte Leão, demonstrando assim ser esta a forma mais tradicional de trimar o seu pêlo.

Voltando as origens do Poodle, apesar das divergências, os estudiosos acreditam que os ancestrais do Poodle de hoje se concentram na antiga Rússia e na Alemanha. O antecessor russo era um cão de grande porte e que ganhou prestígio na caça. O alemão foi um famoso e robusto caçador de aves aquáticas. A partir deste ponto a origem do Poodle se bifurca em duas versões distintas. Alguns pesquisadores garantem que da Alemanha o Poodle foi levado para a Inglaterra, por volta do século XIV e eles teriam sido os responsáveis pelo desenvolvimento de suas outras variedades a partir do antigo Pudel médio alemão. Obteve-se assim o Poodle Gigante, usado como guardião e o Poodle Pequeno usado como companhia e também como localizador de trufas graças ao seu excelente faro e que teria sido importado pelos franceses para utilização na mesma tarefa. A segunda versão sustenta que da Alemanha o Pudel segui primeiro para a França, sendo cruzado com o Barbet. De acordo com esta teoria os franceses desenvolveram um outro tipo de Poodle ou seja, o "cão trufeiro" que mais tarde foi importado pela Inglaterra. Quem defende esta versão afirma inclusive que foram os franceses que desenvolveram as variedades do Poodle e lhe deram projeção mundial transformando-o assim em um nobre cão de companhia.

É da França que vem o 1o. Padrão Oficial da Raça elaborado pela FCI (Federação Cinológica Internacional), em 1910. O Poodle tornou-se raça oficial em 1874 ao obter seu primeiro registro no Livro de Origem do Kennel Club da Inglaterra, isto estimulou este país a fundação do primeiro Clube representante da raça em 1876.O nome Poodle deriva da palavra alemã "pudellin" (brincar na água). Os franceses o chamam até hoje de "Caniche" pois antigamente o chamavam Canes e as fêmeas de Caniche. Hoje Caniche designa ambos os sexos. Os franceses sempre dedicaram especial atenção ao Poodle e este sempre fez por merecer sendo sempre um cão sensato e inteligente, devotando enorme fidelidade a seu dono. Existe inclusive um antigo ditado popular francês "Fidèle comme une Caniche" (Fiel como um Poodle) o que demonstra toda a dedicação dos franceses por esta raça.

Com relação a tosa, há evidências de que as variedades surgiram na Alemanha, na época do antigo Pudellin usado no pastoreio. Diz a lenda que o corte Leão servia para assustar os lobos que rondavam os rebanhos. Na França ele era tosado para facilitar sua movimentação na água durante a caça de aves aquáticas, deixando pêlos somente nas partes que necessitavam de proteção contra as baixas temperaturas da água, ou seja, na região em volta dos rins, pulmões e articulações. Acredita-se que os pompons das patas têm origem nos pompons das roupas dos palhaços pois o Poodle devido a sua notável inteligência sempre foi usado pelo meio artístico, anteriormente pelos saltimbancos e nos dias de hoje pelas trupes circenses.


O Poodle tornou-se cão de companhia por volta do século XVI, já em tamanho reduzido, e logo foi considerado um cão de luxo, ganhando assim a admiração dos aristocratas e passando a conviver intimamente com a vida palaciana. Naquela época possuir um cão de luxo conferia ao dono status e prestígio social.

Não podemos nos esquecer de citar ainda o Poodle Encordoado. Os especialistas acreditam que esta variedade de Poodle seja de procedência russa ou alemã. Chama-se encordoado pois sua pelagem tende a formar "cordas" (poil cordés) naturalmente. Existem polêmicas quanto a este encordoamento pois alguns afirmam que o pêlo encordoa devido a técnicas especiais, entretanto esta variedade de Poodle foi muito popular no século passado, principalmente na Inglaterra. Hoje é uma variedade muito rara. Acreditam que esta variedade tenha diminuído pelos problemas que este tipo de pelagem causa tendo em vista que as cordas não podem ser escovadas e nem bem lavadas o que ocasiona acúmulo de sujeira, insetos, etc.

ESTÓRIAS QUE ILUSTRAM A FIDELIDADE E INTELIGÊNCIA DO POODLE:

Em 1544, na cidade de Colmar, foi erguido um monumento de bronze com a figura de um Poodle. Este monumento foi erguido pelo dono do cão que o havia salvo a vida e esta foi a maneira encontrada por ele para perpetuar a memória de seu adorado Poodle.

Em 1640, Peter Scheitlin escreveu "O cão mais perfeito é o Caniche. Todas as qualidades de modéstia e de bravura, que caracterizam o cão, se encontram nele reunidas: particularidades, originalidade e genialidades. Nele é tudo psique. O Caniche é bom por natureza. Quando é mau é porque o homem o fez mau".

O Príncipe Rupert possuía um poodle branco chamado Boy que "lutou" com ele em guerras (1642). Ambos morreram no campo da Batalha de Marston Moor em 1643.

Em 1700 um grupo de Poodles ganhou grande destaque nas cortes onde dançavam o "The Ball of Little Dogs".

Em Londres e Paris de 1814 a 1818 um Poodle chamado Munito ficou famoso brincando com cartas e resolvendo problemas matemáticos.

Moustache foi um poodle que nasceu em 1800 na Normandia e "lutou" pela França em várias batalhas sendo inclusive condecorado. Era jovem quando "ingressou" no regimento dos granadeiros franceses. Lutou na Batalhas de Marengo e de Austerlitz. Na Batalha de Marengo ele avisou aos franceses da presença dos austríacos evitando assim um ataque de surpresa e que contribuiu para que os franceses saíssem vencedores. Na de Austerlitz, o soldado que levava a bandeira do regimento francês foi morto e Moustache, sem que ninguém ordenasse pegou a bandeira e a levou de volta para o campo francês evitando assim que a mesma caísse em mãos austríacas salvando desta forma a honra de seu regimento. Ele morreu em 1811 "lutando" na Batalha de Badajoz, na Espanha. Foi enterrado no próprio campo de batalha juntamente com sua coleira e medalhas e com todas as honras militares.

Não existem registros da chegada do Poodle ao Brasil. Nos Estados Unidos eles chegaram em 1800, vindos da Inglaterra. O primeiro Clube do Poodle Brasileiro foi criado no Rio de Janeiro nos anos 80, este clube fechou. Hoje em dia, o único clube oficial da raça no Brasil é o Poodle Clube Paulista www.poodleclube.com.br fundado em 1998.


TEMPERAMENTO

O Poodle é um cão muito especial, nunca se considerará um cachorro, ele é parte da família! Acostumem-se a falar com ele, ele pode entender a entonação das palavras e os gestos de mão. Em pouco tempo entenderá tudo e até para a família parecerá mais pessoa que cão.

Gosta de carinho e convívio com as pessoas detestando que o deixem sozinho. Ao adquirir um Poodle nunca devemos esquecer que ele é um cão de companhia. Se as circunstâncias domésticas obrigam a deixar o Poodle sozinho durante muitas horas é melhor neste caso ter dois, assim um fará companhia ao outro.

É um animal de inteligência notável, vivaz, carinhoso e alegre, dócil, obediente, afetuoso e de fácil adestramento, apesar de não ser adequado como guarda, devido sobretudo a sua docilidade, ele latirá se observar alguma coisa fora do comum. Observará tudo com atenção e uma vez que aprenda um exercício nunca esquecerá.


Adora ter seus brinquedos e faz questão de guarda-los num lugar especial, que pode ser a própria caminha. São um pouco temperamentais e caso lhe chame atenção muito forte, ficará triste, mas logo voltará ao normal, o importante é que todos os membros da família o ensinem a se comportar corretamente, pois caso somente um lhe eduque e os demais só lhe façam afagos, ele nada aprenderá.

Os Poodles são extremamente sensíveis, ficam felizes quando vêem seus donos contentes, e tristes quando alguma coisa não vai bem. Se adaptam aos mais diversos donos em todas as idades. É um companheiro tranqüilo e compreensivo para as pessoas idosas, paciente e seguro com as brincadeiras das crianças, assim como pode ser um alegre entretenimento para pessoas que vivem sozinhas.

Possui uma grande capacidade de afeto e fidelidade e será o companheiro inseparável de toda a família.

APARÊNCIA GERAL

Classificado como cão de utilidade e companhia. Harmonioso, mediolineo, de pelagem encaracolada, cacheada ou encordoada. Expressão inteligente, constantemente alerta, ativo, harmoniosamente planejado para impressionar pela elegância e dignidade.

O Poodle movimenta-se com uma andadura leve e saltitante. Jamais apresenta uma movimentação deslizante e alongada. Reconhecido por sua fidelidade, hábil no aprendizado e no adestramento, torna-se um cão de companhia particularmente agradável.

Apresenta-se na cores: preto, branco, marrom, cinza e abricó.



Sua pelagem pode ser:

  • Cacheada: pêlo abundante de textura fina, lanosa, bem encrespada, elástico e resistente a pressão da mão. Espesso, farto, de comprimento uniforme formando cachos e geralmente penteados. O pêlo duro ao toque, com aparência de crina, é indesejável, sendo preterido diante de um exemplar que ostenta uma pelagem com textura regulamentar.


  • Encordoada: pêlo de textura fina, lanosa, fechada e abundante, formando cordões, de comprimento uniforme, bem característicos.

    TAMANHOS OFICIAIS DA RAÇA

    Existem quatro tamanhos oficiais da raça:


  • Poodle Toy ou miniatura (ate 28 cm).

  • Poodle Anão (de 28 cm até 35cm).

  • Poodle Médio (de 35cm até 45 cm).

  • Poodle Gigante ou Standard (de 45 cm até 60 cm) com uma tolerância de + 2 cm (ou seja, pode ir até 62 cm).


    Esta foto pertence ao Poodle Clube Paulista - www.poodleclube.com.br



  • Os cães fotografados nesta página são de propriedade de
    Shambala Kennel
    Tel.: (011)3743-0682


    fonte: link da página : http://www.petbr.com.br/rcpoodle.asp

    Característica da raça - Poodle

    POODLE

     O Poodle, também chamado de Barbone e Caniche, é considerado uma das raças mais inteligentes, obedientes, dóceis e versáteis. Por possuir tais características e uma aparência encantadora, é considerado o mais popular das raças. O nome deriva da palavra alemã "pudel", que significa "chapinhar na água". No passado, esse animal serviu como excelente cão de busca. Embora moderno lebre o antigo Water Spaniel Irlândes, a linhagem do Poodle continua um mistério.
    Na França este cão é chamado Caniche (Canard = pato) porque houve um tempo em que era considerado um excelente resgatador (que vai buscar a caça abatida e a traz para o seu dono) de aves selvagens aquáticas.
    Comprar um filhote de Poodle, de pequeno porte, não é coisa fácil. Normalmente ele cresce e transforma-se num cão bem maior que o desejado. Este problema é causado pela falta de informação quanto à criação correta da raça.
    O correto é criar sempre Poodles de igual tamanho. Assim, os descendentes terão o mesmo porte dos pais. Essa regra, no entanto, só funciona se for seguida, no mínimo por 6 gerações. Visando apenas lucro, os criadores inescrupulosos cruzam exemplares de tamanhos diferentes com a intenção de produzir uma ninhada maior e de filhtoes menores. A receita deles é acasalar uma fêmea maiorzinha com um machinho bem menor. O resultado são mais filhos, mas de tamanhos imprevisíveis.
    Quem quer levar um Poodle para casa e não ter muitas surpresas com o seu tamanho, o melhor a fazer é verificar o tamanho dos pais. O número de filhotes da ninhada também é um bom indicador. Normalmente o Toy dá em média de 2 a 3 filhotes; o Anão, de 4 a 6, o Médio de 7 a 10 e o grande de 9 a 14 filhotes.
    Porém, nada disso garante que o filhote será do tamanho desejado. O certo mesmo é a honestidade do criador, por isso, o ideal é comprar filhotes apenas de criadores idôneos. Se você não conhecer nenhum canil peça a indicação no Kennel Clube mais próximo de sua cidade e se garanta legalmente, exigindo no contrato de compra e venda a descrição da variedade, caso ela não conste no pedigree.
    Os Poodles com menos de 25 cm são chamados de Micro. Geralmente, em função do tamanho, tem a ossatura muito delicada e fogem das características exigidas no padrão da raça. A cabeça costuma ser grande e abobadada, os olhos redondos e proeminentes e a moleira aberta quando adulto.
    Estas características podem torná-los animais fracos, propensos a fraturas e até à morte após uma simples queda.
    Os poodles, em geral, são excelentes companhia para as crianças. Topam qualquer brincadeira sempre com muito entusiasmo. Na foto ao lado está a Daniela, com 3 anos, e a Fifi, uma poodle com 22 cm.
    Os Poodles, pelo sistema CBKC podem ter quatro tamanhos:
     
    TOY - até 28 cm
    ANÃO - de 28 a 35 cm
    MÉDIO - de 35 a 45 cm
    GRANDE - de 45 a 60 cm
    Padrão da Raça - (Bruno Tausz)
    APARÊNCIA GERAL
    Pelagem frisada, cacheada ou encordoada, constantemente alerta, ativo, de fácil aprendizado. Movimenta-se com uma andadura leve e saliente.
    O pescoço é forte e bem proporcionado; as pernas dianteiras retas e paralelas, as pernas traseiras são musculosas; a cauda polada, alta no traseiro e ereta; o peito profundo e as costelas são protuberantes. Como cão de utilidade, a pelagem profusa atrapalhava a natação do animal, daí a necessidade da tosquia.
    PELAGEM -Cacheada e encaracolada
    COR -preto, branco, marrom, cinza e abricó.
    Marrom - puro, quente, bem escuro e bem uniforme. As tonalidades do marrom não devem chegar ao bege, nem sequer aos tons derivados, mais claros, como também, ao marrom escuro que tende ao preto, quer dizer a cor negro berinjela.
    Cinza - uniforme: suas gradações de tonalidade não devem chegar ao preto, nem ao branco.
    Abricó - de tonalidade uniforme, sem tender ao bége ou ao creme, nem ao vermelho ou ao marrom avermelhado, ou chegar aos derivados do marrom.
    CABEÇA - distinta, retilínea, proporcional ao tronco. De comprimento sutilmente maior que 40% (2/5) da altura na cernelha. Sem ser rústica e massuda ou exageradamente refinada. O cinzelamento é notado através da pele.
    CRÂNIO - bem modelado, de largura menor do que a metade do comprimento da cabeça. As linhas superiores, do crânio e do focinho, são ligeiramente divergentes (a direção dessas linhas formam um ângulo de 16 a 19 graus). Visto de cima, o crânio apresenta aspecto oval, enquanto de perfil, é suavemente arqueado.
    STOP - muito pouco marcado, como todo cão mediolíneo.
    OLHOS - de expressão fogosa, inserção ligeiramente oblíqua no nível do stop. A orla das pálpebras confere aos olhos uma forma amendoada. Para os Poodles pretos, brancos, cinzas ou abricós, os olhos são pretos ou marrons, bem escuros, nos exemplares marrons, podem ser de cor âmbar escuro.
    ORELHAS - bastante longas, portadas pendentes ao longo das faces, inseridas no prolongamento da linha, traçada a partir de um ponto na face dorsal da trufa, que passa pelo canto distal do olho. Chatas, com as pontas arredondadas, as orelhas alargam-se após a inserção. Revestidas por pêlos ondulados e bem longos. O Poodle cuja orelha não alcança a comissura labial não poderá obter a qualificação Excelente.
    FOCINHO - linha superior reta, de comprimento em torno de 90% do comprimento do crânio. Os dois ossos maxilares se alinham quase paralelos. De aspecto sólido, elegante, sem ser pontudo. A linha inferior do focinho é delineada pelo perfil da mandíbula e não pelo bordo inferior, do lábio superior.
    TRUFA - marcada e desenvolvida, com perfil vertical; narinas abertas. Trufa preta nos exemplares pretos, brancos e cinzas; marrom, nos exemplares marrons; nos exemplares abricôs, em toda a gama do marrom escuro, podendo chegar ao preto, ainda que essa última cor, não seja preferida, mas apenas aceita para evitar uma possível despigmentação.
    LÁBIOS - sutilmente desenvolvidos, de preferência secos e espessura média; o lábio superior pousa sobre o inferior, sem ultrapassá-lo. Pretos, nos exemplares pretos, brancos e cinzas; pigmentados, nos marrons e, nos exemplares abricós, em toda a gama de marrom escuro, podendo chegar ao preto, ainda que, esta última, não seja a cor preferida, apenas aceita. As comissuras labiais não ficam evidenciadas.
    MAXILARES - articulados normalmente e com dentes sólidos. A falta de um dos últimos molares não é penalizada em julgamento ou por ocasião duma seleção.
    TRONCO
    PESCOÇO - firme, seção oval, de comprimento médio, menor que o da cabeça, bem proporcionado, ligeiramente arqueado após a nuca; portando, garboso, a cabeça alta. Barbela ausente.
    ANTERIORES - Ombros e braços: cernelha moderadamente desenvolvida. Ombros oblíquos e musculados. Angulação escapulomeral de 90 a 110 graus. Escápula e úmero de igual comprimento.
    Antebraços: membros anteriores perfeitamente retos e paralelos, elegantes, bem musculosos e com boa ossatura. A distância do cotovelo ao solo é igual a 55% da altura na cernelha.
    Carpos: no mesmo alinhamento da face anterior do antebraço.
    Metacarpos: firmes, sem serem pesados e, vistos de perfil, quase retos.
    Patas: de preferência pequenas, fechadas, ovaladas com dedos compactos e bem arqueados, ligamentos fortes, aprumados sobre almofadas duras e espessas. As unhas são pretas, nos exemplares pretos e cinzas, pretas ou marrons, nos exemplares marrons; nos brancos, as unhas têm todas as gamas do marfim, podendo chegar ao preto, conforme a pigmentação da pele. As unhas brancas são consideradas defeito. Nos abricós, devem ser coloridas em toda a gama do marrom escuro, podendo chegar ao preto, cor apenas aceita.
    POSTERIORES - Coxas: robustas e bem musculadas.
    Pernas: vistas por trás, paralelas, com a musculatura bem desenvolvida e bem aparente. A articulação dos jarretes é bem volumosa. As angulações, coxofemoral, tibiofemoral e tibiotarsiana, devem ser bem acentuadas, evitando que o conjunto reto possa resultar numa inclinação indesejável da garupa.
    Tarsos e Metatarsos: verticais. Membros posteriores sem ergôts.
    Patas: com as mesmas características dos anteriores.
    CAUDA - de inserção bem alta, no nível da linha superior. Amputada, excisando dois terços e permanecendo um terço do seu comprimento natural, ou, no caso dos Poodles cacheados, pela metade. A cauda inteira, contudo, não constitui falta. Nos Poodles encordoados a caudectomia é desnecessária, podendo permanecer inteira. Em movimento, a cauda é portada obliquamente.
    MOVIMENTAÇÃO
    (Imagens fornecidas por Bruno Tausz)
    O Poodle movimenta-se com uma andadura leve e saltitante.

    TOSA
    LEÃO: necessariamente tosado: lombo e flancos, desde os membros posteriores até as últimas costelas; o focinho, em cima e embaixo, a partir das pálpebras inferiores; as faces, as patas anteriores e posteriores, deixando pompons ou braceletes e motivos. É aconselhável o bigode, para todos os exemplares.
    MODERNA: Pelagem nos quatro membros, da seguinte forma: Necessariamente tosado: membros, cabeça e cauda, igual a tosa Leão. No tronco deve ser aparada, com 1 cm de linha superior, aumentando gradualmente em volta dos ombros e no alto dos membros.
    SELA INGLESA: acrescentar à tosa Leão, motivos nos membros posteriores, braceletes nos braços e punho. Na cabeça, um topete. Neste tipo de tosa, o bigode é facultativo.
    Lucia Helena Salvetti De Cicco
    Diretora de Conteúdo e Editora Chefe 

    Fonte: site  http://www.saudeanimal.com.br/artigo71.htm